Trem Bala – Como voar baixo na vida?

 

Esta metáfora do trem bala é extremamente elucidativa. Mas o que tem a ver o trem bala com cada um de nós? Vamos partir do pressuposto que tu és um trem bala e, na verdade, eu te afirmo categoricamente que tu és realmente um trem bala. Tu tens a melhor, a mais avançada tecnologia embarcada, a maior força, potência, poder, tudo aí no teu sistema, psico-emocional e espiritual.

Por isso tu podes voar baixo na tua vida porque, diante de tamanha tecnologia embarcada, de poder embarcado, tu tens o poder da velocidade para ir do ponto A para o ponto B com o menor esforço possível, pois quem tem poder não faz esforço, percorre o caminho no menor tempo possível e com o máximo de conforto possível.

Viste como tu não és pouca coisa? Partindo do pressuposto que tu és um trem bala, eu te pergunto:

  • Tu tens te sentido com o máximo de tecnologia embarcada?
  • Tu tens percebido todo teu talento, toda tua sabedoria, toda tua criatividade, todas as tuas habilidades e aptidões?
  • Tu tens estado com a autoestima e a autoimagem elevada?

Vamos um pouco além. 

  • Tu tens conseguido ir do ponto A ao ponto B VELOZMENTE?
  • Tu tens conseguido realizar teus objetivos UM a UM com rapidez, conforto e com o menor esforço possível?

Se tu não tens percebido teu talento e não tens ido rapidamente do ponto A ao ponto B com o mínimo esforço e com o máximo conforto, tu és um Trem Bala FORA DOS TRILHOS. E portanto anda de arrasto.

Um trem bala fora dos trilhos segue sendo um trem bala, mas faz tanto esforço que pode ser que chegue a algum lugar, até consiga uma ou outra conquista em sua vida, mas não na velocidade, intensidade e quantidade que poderia e deveria. Principalmente, não com o prazer e o conforto que se almeja.

Este texto foi publicado no final do ano (Dezembro), época em que praticamente todas as pessoas começam a fazer planos e compromissos consigo mesmas para fazer do ano que se inicia, um ano de mais saúde, realizações, leveza, abundância, prosperidade e amor.

Então, eu gostaria de te perguntar: tu almejas um ano novo realmente diferente? Tu gostarias de realizar ainda mais o que realizaste este ano? Tirar todos aqueles planos da gaveta e transformá-los em realidade? Pergunto-te ainda mais: o que tu vais fazer de diferente para teres resultados diferentes? Pois é impossível conquistar novas coisas tendo atitudes velhas.

Ou seja, tu precisas ter comportamentos, atitudes, posturas e pensamentos diferentes. E a postura que tu deves ter para voar baixo na vida é: Volta para o teu lugarComo assim? Você precisa voltar para os trilhos. Mas o que são os trilhos?

Volte para os trilhos da sua vida

Em cada sistema que nós vivemos ocupamos um lugar. Por exemplo, na escola nós somos alunos ou professor, na empresa nós somos o chefe ou colaborador, na família nós somos filhos ou pais. E ocupar o teu lugar é simplesmente isso.

Se tu és pai, sê pai, se na escola tu és aluno, então sê aluno. Não queiras ensinar o professor. Se na empresa tu és colaborador, seja colaborador, não queiras tomar o papel de chefe.

São muitas as circunstâncias em que podemos analisar essa questão, mas para facilitar eu vou me restringir a apenas um exemplo para ficar mais claro. Ocupa o teu lugar na tua família. Vou restringindo ainda mais. Ocupa o teu lugar na tua família de origem.

Mas o que é família de origem? São teus pais, teus avós, teus irmãos e tu. Isso é apenas um exemplo de família, mas tu precisas ocupar o teu lugar em todos os sistemas, porém, ocupando o teu lugar na família será mais fácil ocupar o teu lugar no mundo. Na tua família de origem tu és filho. Então eu te pergunto: Qual a tua postura diante dos pais? Vou te ajudar a perceber se tu estás fora do teu lugar, com algumas perguntas.

  • Tu tens sido para teu pai um educador?
  • Tu tens mostrado para ele como ele deve tratar os teus irmãos e tua mãe?
  • Tu tens respeitado, aceitado as escolhas dos teus pais? Mesmo as que os levam para o menos?
  • Tu tens aceitado o jeito de ser dos teus pais?
  • Tu ainda guardas mágoas ou ressentimentos do teu pai de quando ele falou mais alto contigo, te deixou de castigo, chamou tua atenção na frente dos amigos, esqueceu de ti na escola?
  • Tu cultivas queixas, reclamações, julgamentos em relação ao teu pai e tua mãe?
  • Tu concordas com o destino dos teus pais? Seja na doença, no vício ou na morte?

Se tu tens sido um educador para teu pai e/ou tua mãe, tu estás fora do teu lugar na tua família de origem, ou seja, um trem bala fora dos trilhos.Mas tu deves estar te perguntando: COMO EU POSSO CONCORDAR COM TUDO ISSO?

Simples! CONCORDANDO! Esta não é a tua vida, é a vida deles. Tu não tens nada a ver com a vida deles. Eles já te deram tudo o que eles podiam. A partir de agora tu tratas de fazer algo digno com o que eles te deram.

Eu já estou em contato com esta abordagem há mais de 10 anos e te afirmo categoricamente que tu ainda não estás completamente no teu lugar.Afirmo-te com toda a certeza, com todo meu coração, com todo meu amor. Tu ainda és um trem bala fora dos trilhos.

A boa notícia é que tu podes aprender a voltar para os trilhos, mas isso não se aprende sozinho, voltando para os trilhos, tua vida pode ser ainda mais próspera, mais saudável e mais amorosa.Sempre dá para voltar um pouquinho mais para o teu lugar, sempre dá para ter uma vida mais leve e realizadora, sempre é possível tornar a nossa vida ainda mais extraordinária. Basta voltarmos para o nosso lugar.

Por isso o workshop de constelações familiares tem sido um extraordinário sucesso. É muito difícil, quiçá impossível voltar para o nosso lugar sozinho, pois somos dominados pelo nosso inconsciente. Nossa mente mente que nós estamos no nosso lugar, mente que o culpado por não estarmos voando baixo são os pais, o governo os colaboradores, a crise.

Mas o real motivo de não estarmos voando baixo na vida é que nós estamos fora do nosso lugar. E para voltar para o nosso lugar nós precisamos de ajuda. Por isso que a equipe do Grupo Scalco vai todos os anos fazer treinamento com a equipe do Berth Hellinger na Alemanha. Pois como falei, sempre podemos voltar um pouco mais para o nosso lugar. Então meu conselho é: Volta para o teu lugar.

Revisão: Juliane Camara

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