Tem tudo, mas falta algo?

Quando olhamos para as nossas casas — e quando digo isso falo da média dos brasileiros —, quase todo mundo tem tudo que precisa.

Lembro que, há muito tempo, com a nossa empresa de Consultoria e o nosso maravilhoso método GAP (um programa de gestão para alta performance) iriamos dar premiação para os colaboradores de bom desempenho.

Pensávamos em dar um home theater, um DVD player, um ar condicionado…

Só que os que ganhariam a premiação (gerentes, frentistas, vendedores…) já tinham tudo isso. 

Não estou dizendo que TODOS temos TUDO, pois nunca teremos absolutamente tudo.

Nem o homem mais rico do mundo tem tudo, ele só tem o que é deles.

“Ah, mas ele pode ter tudo que ele quiser”.

Não, pois se ele quiser a casa do vizinho, ele não poderá ter.

Quem não tem um celular hoje? Quem não tem banheiro em casa? Quem não tem uma televisão? Quem não tem algum grau de estudo?

Working on mobile phone

É nesse sentido que digo que nós temos tudo.

Mas algumas pessoas ainda sentem que falta algo. Que está tudo bem, mas ainda fica um vazio. 

O ser humano é um ser complexo. Somos um sistema formado do nosso corpo, mente, sentimentos e alma.

Nós somos uma alma. Nós ocupamos um corpo. Nós devíamos estar no domínio da nossa mente.

Isso eu ensino detalhadamente no Leis da Vida.

Resumidamente, suponha que queremos ir para o céu e não para o inferno.

Não é o corpo e nem a mente que vai.

Então, quem é que vai? A alma que tem em nós!

Porque nós somos a nossa alma. Só que não devemos viver dominados pela mente.

Só que vivemos dominados pela mente.

99,99% de nós, seres humanos, estamos dominados pela mente.

Por que isso é ruim?

Porque a mente nos mente.

Mente, por exemplo, para uma pessoa magra que ela está gorda. Mente para uma mulher que ela está grávida, faz-a ter todos os sintomas da gravidez, sendo que não está.

Claro que a nossa mente é a nossa bênção. Nossa evolução deve-se a ela. Mas ela também é a nossa praga.

Por que praga? Porque ela mente.

Ela mente para nos tirar a dor, só que fugir da dor causa uma dor posterior ainda maior.

Quando sentimos tristeza, por exemplo, a mente quer nos tirar dessa dor, então mente que precisamos comer, pois assim nos sentiremos melhores. No entanto, os efeitos da alimentação em excesso chegam, causando uma dor maior.

Suffers from overeating. Twins have full stomach with pizza. Nice bedroom at daytime

Também utilizamos dos remédios para tirar a nossa tristeza, o nosso medo e para controlar a nossa raiva. 

Utilizamos a pílula da felicidade.

Com ela, o medo passa, a infelicidade passa, a raiva passa.

Não tem mais desconforto nesse mundo. Está tudo resolvido. 

Até que chega o vazio, porque estamos dominados pelo que a nossa mente que mente promete.

Só que não somos o nosso corpo e nossa mente, lembra?

Somos uma alma ocupando um copo e deveríamos estar no domínio da nossa mente.

Contudo, é a nossa mente que está nos dominando. Ela pegou o nosso corpo e as nossas emoções e anestesiou. 

Com o doce para nos acalmar, baixou nossa intolerância à tristeza.

Com os remédios para controlar o medo, a tristeza e a raiva, baixou a tolerância aos sentimentos considerados por nós como ruins.

Cada um vai se anestesiado de um jeito: se embelezando em excesso, comendo em excesso, bebendo em excesso, fazendo sexo em excesso…

Eliminamos toda dor emocional e física (e quando digo isso não me refiro a toda, toda, toda porque isso não existe) e se instala o vazio.

Por que se instala o vazio?

Porque nós estamos dominados pela mente, mas não somos um corpo e uma mente, somos uma alma. 

O que conecta o nosso sistema com a nossa alma são essas emoções que passamos a anestesiar por conta da mente.

Não queremos sentir os sentimentos, pois consideramos ruins.

Ensinaram-nos que quem sente raiva é um louco, quem sente medo é covarde, quem sente trsiteza é fraco.

Não nos ensinaram que o medo quando sentido vira coragem. Que a raiva quando sentida vira paz. O ódio vira amor. Que a tristeza vira alegria, paz, contentamento. 

Anestesiaram-nos ao longo da civilização e não foi por mal. Esse foi o caminho. 

Entretanto, quando anestesiaram os sentimentos que você considera “ruim”, anestesiaram o também o amor.

É por isso o vazio, por não sentirmos o amor, por não sentimos quem nós somos de verdade. Não sentirmos nas entranhas o amor profundo, Deus. 

Se sentíssemos esse amor, não desejaríamos a morte de um assassino; ou do marido que deu um filho para a sua esposa, mas traiu a mulher.

Quando visse uma mãe batendo no filho, sentiríamos a dor da criança, mas também pensaríamos qual seria o tamanho da dor emocional da sua mãe a ponto de agir dessa forma? Mas, do contrário, temos vontade de “matar” a mãe.

Quando nos conectamos com o amor profundo, olhamos também para a dor das pessoas. 

Pode pensar o que quiser de mim. Isso só prova o quanto está dominado pelo seu ego.

Se você sentisse o amor profundo, não ia querer mudar o seu marido, a sua esposa. 

Se você sentisse o amor profundo, aceitaria a homoafetividade do seu filho. 

Se você sentisse o amor profundo, não colocaria o celular no modo soneca diversas vezes, pois você está vivo e não tem que ficar reclamando que precisa ir trabalhar.

Se você sentisse o amor profundo colocaria a máscara que se nega a colocar pra defender a sua vida. Ela veio de Deus pra nós.

Tem pessoas que seguem fazendo aglomerações porque não se amam, não querem sentir amor profundo.

Você só vai entender tudo isso que estou falando quando sentir o amor profundo e só vai sentir o amor profundo quando fizer o caminho do autoconhecimento, quando passar pelos túneis de dor, quando parar de anestesiar seu órgão de sentir.

Fez sentido pra você?

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Forte e carinhoso abraço!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

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