Sinto-me insuficiente. Como lidar com isso?

Sim, podemos dizer que somos insuficientes. Logo, não damos conta de tudo.

Entretanto, existem palavras que são melhores recebidas por nós, por nossa mente, sendo assim tenho adotado dizer que somos humanos e comuns.

É preciso assumir que todos somos humanos e isso é óbvio, não é mesmo? Pose ser, mas observe o quanto você se exige ou o quanto exige das suas crianças.

Observe também o tanto que você exige do seu marido, da sua esposa, do seu chefe, dos seus pais e de todos que o cercam.

Sabemos que somos humanos, mas demandamos, temos expectativas, sonhamos e fantasiamos com algo muito próximo da perfeição.

E nós não somos tão especiais. Somos únicos e individualizados, mas também somos bem comuns.

O essencial nos aproxima.

Basta lembrar que todos fazemos cocô, soltamos pum, fazemos xixi, temos o sangue vermelho, temos muito medo e mentimos que não sentimos, enganamos uns aos outros, temos tristezas ocultas e utilizamos de tudo para não as sentir, trabalhamos demais, bebemos e compramos demais, limpamos demais, somos impacientes, intolerantes e preconceituosos. Somos bem humanos e comuns.

Logo, para termos uma vida mais leve precisamos, inicialmente, voltarmos a ser quem realmente somos.

Para isso, devemos começar respeitando a LV3: Vida é verdade.

Free Foto profissional grátis de armário, armários, arquivo Stock Photo

E qual é a verdade, Marcel?”

A verdade é que até o mais rico dos homens seguem sendo bem comum, ele apenas tem muito mais dinheiro.

A verdade é que a mais bonita das mulheres segue sendo bem comum, ela apenas é mais bonita que as demais.

A verdade é que o mais próspero empresário segue sendo bem comum, apenas prosperou nos negócios.

Finalmente, a verdade é que, em essência, somos muito parecidos e quando olhamos rigorosamente, percebemos que todos somos um poço infinito de medo, onde uns paralisam, enquanto outros sustentam o seu medo comprando muitos carros caros.

Possuímos em nós, como Eva Pierrakos nos ensina, um EU inferior, ou seja, medo, tristeza, raiva, angustia, ansiedade, apreensão e dor.

Portanto, só quando reconhecermos que não somos bonzinhos e não somos anjos poderemos acessar o que somos de verdade, nossa essência.

E o que somos de verdade?

Somos Deus, luz, poder, encantamento, alegria e compaixão.

Há uma alma que habita nosso corpo e lá no fundo somos tudo isso.

Mas enquanto tentarmos ocultar toda essa luz e. juntamente a ela, ocultar todas as nossas sombras, ficaremos em guerra, gastando energia para apresentar aos outros um personagem, uma máscara, um disfarce de alguém que não tem problemas e que não tem sofrimento.

E seguiremos buscando incansavelmente aperfeiçoarmos, evoluirmos e aprimorarmos quem somos.

Contudo, fugindo da verdade, da dualidade do nosso ser, nossa mente que mente ficará sempre insatisfeita, repetindo este processo várias vezes em nosso viver e assim não conseguiremos ficar em paz conosco mesmos nunca.

E nesta dinâmica vamos sim evoluir, nos capacitar e melhorar.

Porém, quando assim fizermos, chamaremos a nossa mente para ver o resultado e ela vai olhar e achar defeito, problema, equívoco, falha, falta e pecado. Como resultado nos sentiremos fracos, incapazes e insuficientes e sacrificaremos nossa vida.

E cansados deste círculo vicioso, da busca da perfeição inexistente, podemos em certo ponto, desistir de nós mesmos afirmando “a vida é assim mesmo”. E desta forma vamos perdendo vida.

Somos humanos e comuns e se fôssemos mais generosos com os dodóis dos nossos pais, com os dodóis dos nossos irmãos, com os nossos próprios dodóis, com os dodóis da alma da nossa esposa ou do nosso marido, poderíamos ter uma vida mais leve e ter mais movimentos, mais realizações, mais ações e fazer ainda mais na vida, não pelo desejo de sermos melhores, mas por estarmos tão felizes a ponto de desejarmos construir, empreender e edificar.

Nós nascemos humanos e morreremos humanos, nós nascemos comuns e em essência morreremos comuns. Lutar contra isso é lutar uma guerra perdida.

Enfim, somos insuficientes. Não daremos conta de tudo. Somos apenas humanos e comuns. Aceite isso e continue dando o seu melhor. Isso basta!

Leia também: COMO VOCÊ REAGE QUANDO COMETE UM ERRO?

Forte e carinhoso abraço!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 25 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

: