Quem é Marcel Scalcko?

Há mais de 25 anos sou mentor. Já treinei mais de 110.000 pessoas. Ajudo-as a viverem mais leve e realizarem muito. Descrevi as 9 Leis que agem na nossa Vida. Todas elas estão descritas no meu livro, que me fez um autor best seller.

Mas eu não escrevi este artigo apenas para compartilhar um poco sobre mim.

Escrevi para trazer a vocês uma grande lição da vida, um grande aprendizado sobre: A IMPORTÂNCIA DE SABERMOS QUEM REALMENTE SOMOS NÓS.

-“Mas como assim? Como não vou saber quem eu sou?”



Calma! Eu te explico logo, logo.

Nós, seres humanos, somos um complexo sistema biopsicoemocio e espiritual.

Esse sistema é todo interconectado e precisa que alguém esteja liderando ele, conduzindo ele, dirigindo ele.

Então, eu quero que você imagine como que você pode conduzir o seu sistema biopsicoemocioe espiritual se você não conhece esse sistema?

Quem é você? 

O que acontece com você que o faz ser tão ousado? 

O que acontece com você que o faz ser tão tímido?

Que conteúdos psicoemocionais têm em você que o fazem ser tão agressivo com quem mais ama?

Que conteúdo psicoemocional e espiritual tem em você que o faz não permitir que as pessoas o amem, que as pessoas cuidem de você?

Porque, enquanto você não conhece, de verdade, quem é, termina sendo gerido, guiado, direcionado, monitorado, por uma mente que mente.

Porque você não é a sua minha mente, mas quando não sabe quem é de verdade, quais são os seus conteúdos biopsicoemocionais e espirituais, a sua mente o conduz.

No entanto, a sua mente não quer que você tenha um Vidão de Verdade. Ela só quer que você não morra. Se você não morrer, a sua mente fica bem confortável. Em consequência, você não faz movimentos para ter mais na vida.

Eu fiz esse mergulho profundo através do autoconhecimento.

E hoje posso responder à pergunta:

“Quem sou eu?”

Hoje vou compartilhar com você quem sou eu.

Quando eu era pequeno, eu já era meio estranho, como vocês que me conhecem já há algum tempo ou há cinco minutos, podem perceber.

Eu não via a realidade como as pessoas viam. Eu não tinha, exatamente, a mesma percepção do que era certo ou errado.

Eu era meio louquinho, como até hoje sou.

Isso, entre os meninos, não é algo muito confortável porque há um fenômeno dos grupos que é: vamos todos ficando, mais ou menos, todos iguais, porque aí isso nos identifica, isso nos tranquiliza, isso nos protege, isso nos acalma.

Eu tinha mais algumas diferenças.

Por exemplo, eu gostava de dançar, os meus amigos não muito. Para ajudar, eu ainda era meio extravagante.

Então, eles tiravam muito sarro de mim.

Essa era apenas uma das minhas estranhezas.

Eu também tinha um problema de dicção, muito mais grave do que eu, ainda, tenho.

Esse era mais um motivo para eles tirarem sarro de mim.

Isso, meus queridos, foi me deixando com a sensação de que eu não tinha valor, foi me deixando com a sensação de que eu não tinha força, de que eu não era capaz, de que eu não era bom, de que eu não era digno e nem merecedor de ser amado, isso de forma bem resumida, é claro.

Este era eu, esta era a visão de mim mesmo.

Mas esse menino não gostou de ocupar essa posição.

Então, eu fui um aluno de notas muito baixas no ensino fundamental, mas fui um aluno de notas muito boas no ensino médio.

Fui um aluno de notas melhores na minha faculdade e de notas estupendas na minha segunda faculdade.

Eu fui um aluno, simplesmente, fora do comum no meu pós-graduação em marketing.

Então, aos 23 anos, eu tinha concluído um curso técnico em agropecuária, Administração de Empresas, Direito e um de Pós-Graduação em Marketing.

Para completar esse ciclo da minha vida, fui aprovado em um programa de treinees de um Banco, que alguns de vocês não conhecem, o Banco Econômico.

Com 23 anos eu adquiri a minha independência financeira em relação aos meus pais e desde então eu cuido de mim mesmo, economicamente falando.

Para alguém que se achava o patinho feio, para alguém que se achava incapaz, fraco, para alguém que não era popular… com 23 anos ter conquistado tudo isso era incrível, ganhava bem, andava com ternos bem cortados.

Eu pensava que eu era isso.

E aí, dando alguns saltos históricos, eu volto para São Borja, me estabeleço como Consultor de Empresas, tenho alguns tropeços, que conto em um outro dia.

Conquistei a admiração, a confiança, conquistei credibilidade diante de muitas e muitas pessoas.

Eu achava tudo lindo aquilo.

Alegrava-me de ter saído daquela condição de patinho feio, de esquisito, de estranho, de louquinho e de ter me tornado um bom homem, trabalhador, honesto, que as pessoas admiram, mas principalmente, que tocava a vida de muitas pessoas e viabilizava o amadurecimento de muitas outras tantas.

Então, se vocês me perguntassem quem eu era? Eu diria:

Um homem que estudou e trabalhou muito. Um homem que conseguiu deixar aquele menino fracote para trás e se tornou um grande homem. 

Mas faz muitos e muitos anos que eu faço terapia, treinamentos, medito e quero, cada vez mais, ver num nível mais profundo, o meu sistema biopsicoemocional e espiritual.

Dizendo de um jeito mais simples, eu cada vez mais, via e vejo o que atua em mim, os meus conteúdos internos, eu me dou conta dos meus medos, das minhas angústias, das minhas tristezas, das coragens, eu vejo mais, transparentemente, quem eu sou de verdade.

Eis que um dia eu convidei o meu pai e a minha para o encerramento de um dos nossos treinamentos.

Nós tínhamos uma cerimônia, muito singela, mas como uma formatura.

Eles foram, assim, despretensiosamente, mas as circunstâncias oportunizaram que eles falassem.

O meu pai falou e falou muito bem, ele imposta a voz, ele articula muito bem as palavras, ele gesticula, ele põe emoção, eu achei bonito.

Depois a minha mãe falou, a minha mãe tem um vocabulário vastíssimo, faz um discurso com todas as concordâncias de maneira adequada, com início, meio e fim, a minha mãe é uma pessoa muito culta e isso ficou evidente para as pessoas.

Então, terminou a cerimônia e todos os alunos do Grupo Scalco que estava ali, dessa vez, abraçaram menos a mim, parabenizaram menos a mim e parabenizaram mais meu pai e minha mãe.

Quando vinham parabenizar a mim, eles diziam assim: “agora nós já sabemos porque tu és como tu és”, “agora nós já sabemos de onde vem tanta inteligência, de onde vem tanta capacidade de comunicação”.

Eu admiro, sempre admirei e admirarei meu pai e minha mãe para o resto da vida.

Nesse dia eu já admirava eles muito, muito, mas eu experimentei um estranho desconforto.

Hoje eu sei claramente o que era aquilo, porque eu não queria que as pessoas dissessem aquilo.

Passava pela minha cabeça coisas do tipo: “como assim, eu sou o que eu sou por causa do meu pai e da minha mãe, da onde isso?” e: “Eu que comecei a estudar no ensino médio e fiz duas faculdades e um pós-graduação, arrumei emprego no banco e fui consultor com 25 anos. Eu que planejei todos estes treinamentos aqui, eu me fundei, eu me fiz, eu me construí, eu me criei, eu me edifiquei, eu me empreendi… como eu sou o que eu sou por causa do meu pai e da minha mãe?”

 

E para quem me acompanha há algum tempo sabe que não era o Marcel Scalcko que pensava assim, não era o meu coração, não era a minha alma, o meu eu superior, não era o meu amor profundo que pensava assim…

Era a minha mente, que me mentiu uma vida inteira que eu era o que eu era porque eu tinha estudado muito, me dedicado muito.

Eu fiquei triste comigo mesmo porque naquele instante eu vi, que de verdade, o autoconhecimento é a verdadeira fortuna, pois foi só porque eu estava, absolutamente presente e consciente, que eu pude ver a verdade.

Só porque eu meditei muito, porque eu fiz muita imersão, porque eu tenho os melhores mentores do mundo e faço os melhores treinamentos do mundo que eu pude ver, que muito embora eu admirasse o meu pai, a minha mente egoica, o meu ego, me impedia de ser, profundamente, grato e honrar o meu pai e a minha mãe com cada célula do meu corpo.

Eu não sei se você está entendendo, mas eu fiquei muito triste naquele dia, porque assim, um processo espontâneo de expansão de consciência, me vieram memórias, e eu pude ver quem eu sou.

Sim! Fui eu que estudei no ensino médio, fiz duas faculdades, pós-graduação e arrumei aquele emprego…

Mas não fui que trouxe livros pra casa, semana após semana, para que o meu filho adquirisse o gosto pelos livros. A minha mãe que fez isso, não fui eu.

Eu pude lembrar que o meu pai e a minha mãe tinham uma biblioteca gigantesca na casa deles. Que nas noites de insônia, eu ficava navegando por aqueles livros.

Eu pude lembrar que aos domingos, meu pai e minha mãe pegavam os filhos e iam comprar livros e revistas.

Eu pude lembrar que quando eu não estava feliz em um curso, meu pai dizia: “você é que decide, meu filho, o pai apoia você”.

Eu pude lembrar que mesmo sob condições econômicas muito escassas, severas e exigentes, foram os meus pais, andando em um corcel 76, que pagaram as duas faculdades particulares e o pós-graduação para o “sabichão”, para o “sabe tudo”, para o “bonzão”.

Eu pude lembrar que a confiança que as pessoas têm em mim, foram eles que, primeiro, despertaram em mim, me ensinando a ser confiável.

Quem sou eu?

Eu achava que eu tinha me construído, mas eu sou o resultado do que aquele homem e aquela mulher, Lael Scalco e Maria Isabel Guimarães Scalco, me entregaram.

Agora quando me perguntam quem sou eu, eu digo: EU SOU O MEU PAI, EU SOU A MINHA MÃE.

Sabe, pode ser que alguns de vocês não entendam, parece que eu tive um pai e uma mãe perfeitos, e mais difícil, ainda, é para aqueles que tiveram situações com seus pais, muito fora da curva.

O que eu estou falando, meus queridos, não é que o meu pai e a minha mãe foram pais maravilhosos, muito embora eles tenham sido. O que eu estou falando é que não importa o que os nossos pais façam, porque os meus tinham feito muito, mas eu não conseguia tomar o amor deles, o amor possível.

E nesses últimos parágrafos desse artigo eu quero que você preste muita, mas muita atenção no que eu tenho pra dizer.

Eu quero que muito que você saiba, você cujo pai sumiu no mundo, que não teve uma mãe amorosa, que teve um pai narcisista, que teve uma mãe alcoólatra, que teve pais que mandaram você trabalhar cedo, que teve pais que não deixaram você estudar…

eu quero que você saiba que o que vai fazer você sentir o amor profundo dos seus pais e, a partir desse amor profundo, crescer na vida, ter bons relacionamentos, não é o que seus pais fizeram, mas sim como você olha para o que eles fizeram.

É o que você escolhe olhar.

Eu reconheço que alguns de nós tiveram pais que entregaram bem pouquinho, mas esse pouquinho era tudo o que eles tinham.

Essa percepção que eu tive, que contei antes, ela me fez muito bem.

Depois disso, me tornei um homem muito mais feliz, me tornei muito mais realizador, me sentindo muito mais em paz.

Mas, felizmente, sempre tem mais autoconhecimento para nós. Sempre tem mais ciclos para serem concluídos. Sempre podemos descobrir algo em nós que nos afasta ou nos aproxima do poder maior.

Ajudei você? Espero que sim!

Leia também o artigo: COMO LIDAR COM UM FILHO QUE NÃO LARGA O VIDEOGAME?

Forte e carinhoso abraço!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

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