Pirâmide da Boa Vida: um Caminho para prosperar

Em uma trajetória de muito estudo e conversas com pessoas de diferentes locais, foi possível colocar em prática uma das observações mais precisas e eficazes do caminho que nós devemos trilhar para prosperar.

Veremos a aplicação desse caminho aqui.

Em um primeiro momento, entenderemos a pirâmide em um passo a passo. Na sequência, veremos um exemplo real para visualizar a sua aplicação prática.

Em uma visão geral, podemos entender que trata-se de:

Um caminho de dentro para fora. De baixo para cima. 

De dentro para fora significa que devemos cultivar nosso interior, nosso desenvolvimento pessoal.

Não vamos entrar neste assunto propriamente dito, mas podemos entender como: fazer treinamentos de desenvolvimento psicoemocional e espiritual, ter um mentor, fazer terapia…

De baixo para cima significa começar pela base da pirâmide: nossos pais.

Precisamos concordar com os pais do jeito que eles são.

Sem julgar, criticar, atacar, tentar educar, aconselhar, discordar do destino deles, da morte, da doença, da separação dos pais.

Isso é dizer um SIM ABSOLUTO para os pais.

Sem dizer um SIM ABSOLUTO, ao desejar que sejam diferentes, não conseguimos a base da Pirâmide da Boa Vida.

O que resta, então, é um vazio, o sentimento de que algo está sempre faltando.

Devemos concordar porque eles nos deram tudo o que eles tinham.

 “-  Ah, mas eu não concordo!” “- Então ficas com a vida difícil!”.

Recebemos o que eles podiam dar.

Se não deram algo, foi por falta de recurso ou maturidade psicoemocional, espiritual.

Se nossos pais nos deram 1% de amor, era tudo o que eles tinham.

Eles nos deram tudo, tudo, tudo, tudo o que eles tinham.

Enquanto pessoas que discordam, sentimos um vazio tremendo e nenhum emprego é bom, nenhum relacionamento é bom, os filhos são difíceis, o país não é bom.

Tudo porque o modo como olhamos para os nossos pais, é o modo como vemos a vida.

Ao concordar que isso é tudo que poderiam nos dar, vamos ter a sensação de que recebemos tudo.

A partir disso, a vida muda.

Se, mesmo com este artigo, não for possível aceitar isso, a sugestão para os leitores é que façam um acompanhamento, busquem apoio, ajuda através de um mentor, um treinamento, uma terapia.

 Existem pessoas que já não têm mais domínio sobre suas crenças.

Têm a autoestima baixíssima e precisam de uma imersão, um treinamento de alto impacto psicoemocional em suas vidas.

No Tai, nosso treinamento de cinco dias, uma pessoa sofreu e sofreu dizendo:

“ – Minha mãe me abandonou dez vezes, minha mãe me abandonou dez vezes, minha mãe me abandonou dez vezes, minha mãe me abandonou dez vezes…”

Por conta do método que nós desenvolvemos ao longo de 23 anos, por fazer o que o aluno precisa, não o que o aluno quer, por sentir a dor de fazer o que precisa ser feito, estando a serviço do aluno, conseguimos auxiliar essa pessoa no processo.

Ela então se deu conta:

“- Minha mãe não me abandonou dez vezes! Minha mãe tentou me salvar dez vezes!”

Disse isso com uma profunda emoção!

Disse isso sentindo-se profundamente amada, com um sorriso no rosto e vendo de uma outra maneira o que tinha acontecido. Porque não importa o que nos aconteça, importa o modo como nós olhamos para o que nos aconteceu. 

Precisamos escolher olhar com outros olhos.

O modo como olhamos para o pai e para a mãe é que nos trouxe aonde estamos.

Esse jeito de olhar para a vida teve consequências que experimentamos na própria pele.

Se toda dor que estamos sentindo ainda não é suficiente, vamos sentir mais um ano de dor, mais um ano com olhos de juiz.

Quem somos nós para julgarmos os nossos pais?

Que possamos realizar uma mudança de perspectiva para que a vida mude!

Concordar com os pais.

Essa é a primeira camada da pirâmide. Não devemos esquecer.

A segunda camada da pirâmide é dizer um SIM a SI mesmo, cuidar de si.

Quando concordamos com os nossos pais do jeito que eles são, nós concordamos com nós mesmos, do jeito que nós somos.

Humildemente, e isso não significa nos diminuir, devemos nos reconhecer como somos.

Ser exatamente como somos.

Com um monte de medos, tristezas, angústias. Admitindo a preguiça, a procrastinação.

E também o entusiasmado, a coragem, a determinação.

Quanto mais concordamos com as coisas ruins que carregamos, mais elas vão se desfazendo, mais empoderado, em movimento, na verdade, presente ficamos.

Somos seres de luz. Seres poderosos. Temos sabedoria.

Assim (no amando, nos cuidando, nos presenteando), é que conseguimos nos aprimorar e desenvolver.



É nosso dever CONCORDAR COM OS PAIS do jeito que eles são e CONCORDAR COM O JEITO QUE SOMOS.

Compreendendo isso, vamos ao terceiro patamar: cultivar o relacionamento.



Continua…

Sobre o autor:

Marcel Scalcko atua com desenvolvimento de pessoas há mais de 22 anos. Guiou mais de 50.000 pessoas para uma vida mais leve e realizadora.

Após construir uma vasta experiência no campo do desenvolvimento humano, observou e documentou as 9 Leis da Vida e transformou esse conhecimento em um treinamento imersivo e único no Brasil.

É especialista em técnicas e procedimentos de desenvolvimento psico-emocional, como as constelações familiares e empresariais, que procuram guiar pessoas e organizações ao seu máximo potencial.

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