“Não me entendo com meus filhos desde a separação”

Será que perdi o valor para os meus filhos porque me separei?

Se você tem uma dúvida parecida com essa, nesse artigo eu vou ajudá-lo.

Deixe-me explicar uma coisa para você.

A criança vive um conto de fadas dentro na cabeça. Tem uma família ideal na cabeça e nessa família ideal, nesse conto de fadas, os pais ficam juntos.

Por esse motivo, uma mágoa já fica na criança.

Por isso, eu sempre falo da importância de conversar com a criança e explicar-lhe que quem se separou não foram os pais dela. Quem se separou foi o marido e a mulher. Os pais continuarão nela para o resto da sua vida. Ela sempre poderá contar com eles.

Mas além de ter que lidar e aprender isso, que é um processo delicado, muitas vezes, as crianças se veem numa situação em que elas têm que fazer uma escolha.

Eu considero isso um absurdo.

É um absurdo quando elas têm que escolher se querem ficar com o pai ou com a mãe.

Perguntar para uma criança de sete anos, por exemplo, com quem ela quer ficar, é uma injustiça, é uma violência com a criança.

Não porque a criança não sabe com quem ela quer ficar, porque ela pensa que sabe.

Mas porque, quando ela escolhe o pai, ela tem a sensação que renega a mãe e vice-versa. Mais um motivo pelo qual a criança começa a se afastar de um ou se aproximar mais do outro.

E mesmo quando a criança não tem que fazer essa escolha, quando são os outros que fazem, é pesado para ela.

Outro motivo, outra coisa que leva a um certo “bloqueio” na relação com eles, é projetar neles a raiva, a discordância, o ressentimento, a frustração que você sente pelo seu ex-marido ou pela sua ex-mulher.

Pois eles sentem. Você pode pensar que não, mas eles sentem.

Mas deixe-me tranquilizar você…

Uma coisa que você pode ter certeza é que você não perdeu o seu valor com eles.

O valor de uma mãe ou de um pai aos filhos é infinito, ilimitado e perpétuo.

Não cabe mais a você fazer os seus filhos reconhecerem o seu valor.

“- Mas o que fazer, então, Marcel?”

O que você pode fazer é o melhor que conseguir. Pois isso basta.

No dia do aniversário deles, por exemplo, você visita e entrega-lhes um presente.

“- Ah! Mas eles não me recebem mais na casa deles.”

Bom, então, mande pelo Correio.

“- Ah! Mas eles não recebem o Correio.”

Só faça a sua parte.

Mande também uma mensagem no Natal, no Ano Novo. Ligue para eles.

Merry Christmas

“- Ah! Mas eles não respondem.”

Só faça a sua parte.

“- Ah! Mas eu vou à casa deles e eles ficam com cara de bun**”.

Só vá lá e faça a sua parte.

Faça a sua parte e dê o seu melhor sempre!

E em dado momento você pode dizer-lhes: “meu filho, minha filha, a mãe está aqui para vocês sempre que vocês quiserem, se vocês quiserem”.

De resto, vá cuidar da sua vida, da sua saúde, pois você já está fazendo o melhor que pode e isso basta.

Vá arrumar um bom homem ou uma boa mulher.

Vá fazer atividade física. Vá fazer terapia. Vá emagrecer ou criar músculo. Vá progredir na sua carreira.

Não fique enrolado nos seus filhos.

Você se disponibiliza para eles. Eles tomam se eles quiserem.

Se eles não quiserem, eles que arquem com as consequências.

Eu posso afirmar-lhe que, infelizmente, as consequências vêm.

E você sabe por que as consequências vêm?

Porque esse é o jeito da vida levá-los de volta ao seu colo.

A doença, o fracasso e a desarmonia no lar, por exemplo, têm a função de nos levar de volta para o colo dos nossos pais. 

Essa é a vida. Vida é verdade (LV3). Vida é conexão (LV4). Vida é dor (LV5). Vida é concordância (LV7).

Leia também o artigo: “TENHO UM BLOQUEIO MUITO GRANDE COM A MINHA MÃE, ELA ABRIU MÃO DE MIM”

Forte e carinhoso abraço!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

  1. Equipe Grupo Scalco Ivanete disse:

    Muito obrigada!

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