Mentoria pais e filhos: “minha mãe não sabe dialogar”

Este artigo é para você que tem dificuldades no diálogo com a sua mãe.

Foi desenvolvido a partir de uma mentoria com uma aluna nossa.

Para facilitar a compreensão, você verá em formato de diálogo.

Boa leitura!

Marcel:

Olá! Tudo bem, querida? Conte-me, você é casada?

Mentorada:

Oi! Estou bem, com vários planos em andamento, mas fazendo nada. É tipo, fazendo tudo e nada em simultâneo.

No momento, estou solteira. Eu era noiva, mas não sou mais desde o ano passado. A decisão partiu de mim, mas somos amigos hoje porque somos sócios. Abrimos duas empresas aqui na nossa cidade. Dividimos de forma justa: ele ficou com uma e eu com a outra. E eu ainda o recebo, às vezes, aqui em casa.

Marcel:

Deixe-me dar um exemplo, por favor não tome por ofensa, pois faço sempre o melhor para os meus mentorados.

Perceba que eu perguntei apenas: “Você é casada?”.

E você me contou uma história.

Mentorada:

Nossa! Verdade.

Marcel:

E isso não é errado. Não é mesmo, mas como diz o ditado: “cada louco com suas manias”. Tenho o meu jeito de trabalhar, entendeu?

Sendo assim, durante a mentoria, responda exatamente à pergunta para eu poder conduzi-la da melhor forma, porque se eu deixar a sua mente atuar, sendo que foi ela que a conduziu até onde você está, não sairemos do lugar. E pelo que percebo, você quer mais do que isso, pois do contrário, não estaria aqui.

Por isso, não posso seguir a sua mente. Você tem que seguir a minha e eu guio você.

Está bem?

Silhouette of free man.

Adianto que não estou bravo, só estou orientando para ajudá-la da melhor forma.

Mentorada:

Entendi.

Marcel:

Seguindo. Você tem filhos?

Mentorada:

Não.

Marcel:

Qual a sua profissão?

Mentorada:

Sou analista de sistemas.

Então, agora eu vou perguntar o que você precisa e você vai me responder com 1 ou 2 palavras, ou no máximo frases, não mais que isso.

Não seja filosófica, seja essencial. É o que você precisa ou o que sente falta na sua vida, coisas práticas mesmo.

Não quero dar exemplos para não influenciá-la, mas é prática, não é filosofia, como: “Eu quero me autoconhecer”, ninguém quer isso, queremos o que isso nos dá.

Ouça-me muito! Essa semana, felizmente, só tive mentoradas que me ouviram. Desta forma, faço o meu trabalho.

Adianto que sou bom nesse negócio. Confie.

Faz 24 anos que eu faço isso, então, deixe para mim, pois se você soubesse, já tinha feito. Entendeu?

Mentorada:

Sim.

Mentor:

Muito bem! Então, diga-me: Como eu posso ajudá-la a ter uma vida mais leve, mais realizadora, absolutamente plena, próspera e abundante, um vidão de verdade, a partir das leis da vida segundo Marcel Scalcko?

E atenção, terá que ser uma ajuda no seu relacionamento com os seus pais.

Mentorada: 

Sim, meu pai já faleceu, logo, seria com a minha mãe, pois só a tenho por perto.

Marcel:

Certo. Porém, me diz uma coisa:  O que isso tem a ver?

Sabe, tenho centenas de clientes que tiveram uma vida mais leve depois de fazer um caminho de honra, respeito e gratidão aos seus pais mortos. E tenho uma centena de alunos que não conseguem respeitar, honrar e ser gratos tendo os seus pais vivos.

Com os pais mortos é mais provável que tenhamos questões não resolvidas, pois com os pais vivos, se possível, vamos resolvendo.

Quando o pai morre, guardamos muitas coisas mal resolvidas com ele, é tipo: “Agora deu, já foi, não tenho mais problemas com meu pai. Acabou”. E segue com muitos sentimentos guardados em si.

Quer olhar para a sua mãe? Isso?

O que está acontecendo entre vocês duas?

Adult daughter and mom argue while talking.

Mentorada:

Após ouvir isso, poderia pedir ajuda para os dois.

Marcel:

Sim, mas reflita. Quais são os seus problemas diários? De forma prática.

Mentorada:

É difícil o diálogo com minha mãe. Funciona apenas se eu falar pouco e ouvir muito e o que escuto, não gosto.

Marcel:

Certo. Vamos bem devagar. Diga-me, por que você tem que dialogar com a sua mãe?

Mentorada: 

Porque sinto necessidade de conversar com ela.

Marcel:

Não, mas por que precisa dialogar?

Mentorada:

Para ter contato.

Marcel:

Veja bem, conversar é uma coisa, dialogar é outra coisa.

Podemos, por exemplo, conversar sobre roupas, sobre a pandemia, sobre a carreira ou sobre comida, isso é uma coisa. Dialogar é outra.

Dialogar é mostrar pontos de vista, logo eu mostro o meu e você mostra o seu ponto de vista, é uma troca.

Reflita comigo. Que idade você tem?

Mentorada:

Tenho 34.

Marcel:

Você não precisa dialogar com ela. E que idade tem a sua mãe?

Mentorada: 

Tem 58.

Marcel:

Você não tem que dialogar com a sua mãe, você tem que desfrutar a sua mãe, tem que ouvi-la e fazer o que você quer com a sua vida. É simples.

Você quer que a sua mãe concorde com você?

Mentorada:

Difícil, né?

Marcel:

De onde você tirou esse desejo?

“Minha mãe não concorda comigo”.

Pense, a sua mãe é o que mesmo? Ela é outra…

Mentorada:

É outra pessoa.

Marcel:

Sim, que interessante, né?

Os nossos pais não são a gente. Eles não pensam como nós. 

Na minha casa eu digo: “Você faz o que quiser”. São todos adultos, mas sempre digo o que eu quero.

Como, por exemplo:

“Eu tenho a minha visão de mundo, a minha visão de vida e você faz o que quiser. Agora, você minha filha, não vai me impedir de dizer toda a verdade, porque se você der com a cara na parede e eu não disser nada, vou morrer de remorso e de culpa. Então, eu digo. E depois, se você quiser dar com a cara na parede, você vai e dá, mas arque com as consequências. Após, não vou dizer que te avisei, vou apenas te acolher, mas estarei em paz ao fazer a minha parte”.

O que estou ensinando não acontece apenas entre pais e filhos, mas é nesta relação que as consequências são as piores.

portrait one sad man

Portanto, só há discussão entre dois adultos quando um quer mandar no outro, quando um quer mudar o outro ou decidir o que o outro deve fazer. Do contrário, não tem discussão. Respeitando isso, pode surgir a possibilidade de um diálogo verdadeiro.

A regra mais fácil de cumprir é pensar: “Não tem diálogo, minha mãe dá alguns palpites na minha vida”.

“E eu, Marcel?”

Bom, eu já vi tudo. Você tem uma palpiteira interna de plantão que fica de olho na vida da sua mãe. 

O que você quer ensinar para ela?

Pensa que sabe mais que ela?

Responda-me: Com que idade a sua mãe se casou?

Mentorada:

Ela foi morar com o meu pai quando tinha 15 anos.

Marcel:

E quantos anos ela ficou casada com o seu pai?

Mentorada:

A vida inteira.

Marcel:

E que idade você tem?

Mentorada:

34 anos.

Marcel:

E está sozinha até agora.

Marcel:

Com que idade a sua mãe teve filhos?  E quantos ela teve?

Mentorada:

Com 18 anos. Teve 3 filhos.

Marcel:

E você tem quantos filhos?

Mentorada:

Nenhum.

Marcel:

Meu Deus! E você ainda quer ensiná-la?

Mentorada:

Não é isso, Marcel.

Marcel:

Não é isso, mas isso revela que ela fluiu na vida enquanto você está parada.

E não adianta me dizer que casamento e filho não é simbolo de sucesso. Não é sucesso, mas todo mundo quer.

Porém, depois que umas mulheres e uns homens estão frustrados, eles começam a mentir para eles mesmos que não querem.

E não é querer, na verdade, pois nós somos seres da natureza, logo, uma árvore não quer dar laranjas, ela só dá.

branch orange tree.

Bem como a chuva que não quer cair, ela só cai.

E nós, não queremos ter filhos, nós instintivamente procuramos alguém para tê-los.

Isso é natural! E atenção, não estou falando de certo e errado, pois existem muitas pessoas equivocadas ultimamente. Isso é apenas natural, da nossa natureza.

Falo a você de forma gentil, com todo o respeito, que está contrariando a natureza.

Observe. Você ainda tem 34 anos, querida. Já recebi mentoradas com 40 anos e quando chega os 40, começa a soar um apito interno, uma voz que diz: “Estou solteira e não sou mãe”. Para algumas começa aos 34 anos, dá um desespero.

Temos uma inteligência superior, somos seres muito sábios.

Isso que estou explicando é o que acontece quando eu fico dialogando com a minha mãe, sendo que diálogo é coisa de iguais, como no caso de fornecedores e empresa, vereadores e o prefeito, os governadores e o presidente da República, marido e mulher e entre amigos, relações onde se dialoga, já filha, apenas ouve.

 No seu caso, só tem conflito porque a sua mãe se intromete na sua vida e você se intromete na vida dela, mas a sua mãe tem esse direito porque ela é hierarquicamente superior, chegou primeiro na vida. Essa é a diferença.

Um soldado, por exemplo, quando o comandante diz: “Sentido”.

Ele diz: Só um pouquinho comandante, vamos dialogar. É assim?

Mentorada:

Não.

Marcel:

Pois é.

“Marcel, mas é a minha mãe, não é uma general. Eu não sou um soldado”. 

Certo, mas é hierarquicamente superior, pois existe um sistema familiar. Ela não precisa mandar como um General, mas ela tem o direito de interferir na sua vida. Já você, não tem o direito de interferir na vida dela a não ser em situação muito especial, que é quando ela não der mais conta da própria vida, ou seja, no fim da vida. Até lá, enquanto ela for lúcida, ela se governa.

Sabe qual é a pergunta que eu faço para as pessoas que não me ouvem, diferente de como você está fazendo agora?

“Me diz uma coisa, de quem é a vida da sua mãe”?

Louco isso né!?

Sentiu o efeito dessa pergunta. Então me responde: De quem é a vida da sua mãe?

Mentorada:

Dela.

Marcel:

Sim. 

“Marcel, mas ela come demais”.

“Marcel, mas ela fuma”.

“Marcel, mas ela tem muitos namorados”.

“Marcel, mas ela se mete na minha vida”.

Não importa, ela é sua mãe. E se ela se mete demais, vai visitá-la um pouquinho menos ou não atende o telefone, pois não tem lógica atender o telefone para brigar.

Busy Mom Answering Phone While Taking Care About Baby At Home

Sabe o que eu gosto do meu trabalho? É que é tudo muito simples, as pessoas já sabem disso. Lembra o ditado: “Quando um não quer, dois não brigam”. Desta forma, perceba: vocês duas querem brigar, não querem a paz.

Mentorada:

Quero, Marcel.

Marcel:

Sim, agora você quer a paz, querida. Sabe por quê? Porque você já está cansada.

Perceba. Observe comigo. 

Esse homem, aquele que me contou no início da nossa conversa, era um bom homem e você não conseguiu ficar na relação. E mais, outros bons homens já chegaram e já foram.

Você não está com tanta força e entusiasmo como sabe que poderia estar.

A sua saúde não está na medida que você quer.

Agora você quer porque é esse o papel da vida, nos levar de volta para o colo dos nossos pais.

 Você tem sido uma igual em relação a sua mãe e você tem que ir para o colo dela.

Você está cansada de ser inteligente, bonita, querida, competente, dedicada e colher apenas 10% do que mereceria colher na vida.

Mentorada:

Verdade.

Marcel:

É essa dor que você precisa sentir querida, porque se não sentir, a vida vai fazê-la sentir mais dor e, assim, vai levá-la para o colo da sua mãe.

Não é o seu caso, mas sabe qual é o papel do fracasso na nossa vida? Levar-nos de volta para o colo dos nossos pais.

E só observar. Quando alguém é despejado, vai para casa de quem? Ou quando alguém se separa e não tem para onde ir, vai para a casa de quem? 

Mentorada:

Para a casa dos seus pais.

Marcel:

Sim, mas sabe o que é pior? Alguns entram na casa de seus pais com o nariz em pé, pois não ouvem a mensagem que a vida dá.

Logo, quando ninguém mais se importar com você, quem é que vai dar atenção a você?

Senior Mother With Adult Daughter Hugging In Park

Mentorada:

Minha mãe.

Marcel:

Então, vou dar uma dica, uma regra prática e isso é muito bonito e bem simples.

Existem mães, digamos que, meio invasivas, brabas, intempestivas, agressivas, rudes, que não se enxergam, mas não quero entrar no mérito, pois não importa, isso é apenas um instrumento que elas possuem.

Portanto, nesses casos, deve-se manter uma distância. E a distância pode ser visitar menos ou atender menos aos seus telefonemas, por exemplo.

Ressalvo que deve-se fazer isso em casos em que essas situações são pesadas demais, pois não tem como suportar. Só uma pessoa hiper, mega, super madura suportaria, o que não é o nosso caso, não somos essa pessoa.

Entretanto, se for uma “chatice aguda”, quando a sua mãe quiser dar conselhos e interferir na sua vida, eu vou ensinar como se faz com auxílio de uma história que é assim: 

Um dia, um rapaz estava saindo de casa para trabalhar. Ele tinha 34 anos e era bem bonito, era analista de sistemas, um adulto. Ao sair de casa, a sua mãe o chamou dizendo: 

“Meu filho, vi a previsão do tempo: vai esfriar. Você não vai colocar um casaquinho?

 

Ele ficou muito irritado e disse:

“Que saco mãe, eu tenho 34 anos, sou adulto e me sustento. Quando que a senhora vai soltar do meu pé?”

Perceba o porquê dessa atitude. Esse homem está olhando apenas para o comportamento avassalador, dominador e controlador da sua mãe. Está olhando para a sua “chatice aguda”, logo, quando olha para isso ele reage dessa forma. Faz sentido, não é?

Woman on a yellow coat sitting on a bench contemplating the landscape

Deve ter sido a milésima vez que a mãe dele teve essa atitude. Entretanto, pensemos: o que ele não está olhando? O que ele não enxerga quando reage assim?

O cuidado da mãe. E mais, o mais importante, o que está por debaixo desse cuidado: o amor.

Imagine se quando essa mãe oferecesse o casaco para ele, o rapaz chegasse perto dela e dissesse:  

“Ah, minha mãe, acho que eu vou ter cem anos e a senhora vai estar olhando por mim. Muito obrigado por não descuidar de mim, mas hoje eu vou sem o casaco”. Ele a abraça e dá um beijo e segue para o seu trabalho.

No primeiro exemplo, o homem sai de casa vendo a sua mãe como uma chata, já no segundo exemplo, aquele homem sai de casa sentindo-se amado. Amado.

Perceba que o problema não é esse, mas o desejo da maioria de querer “mudar a sua mãe”, o que demostra a outra ponta do processo. 

 Nenhuma mãe atende todas as expectativas dos filhos.

“Marcel, mas a minha mãe é pior do que as outras”.

Mas é a única que você tem. Se não fosse ela, você não estaria aqui. E toda vez que você reclama dela, não sente o seu amor.

Assim, ao não sentir o amor da mãe por si, você não sente o amor-próprio e não cuida da sua saúde.

 Sem sentir o amor da mãe por si, você não sente o amor dos homens e nenhum serve. Eles não ficam e os seus relacionamentos não dão certo.

Sem sentir o amor da sua mãe, você não pode ou não consegue ter filhos. Se os têm, coloca-os no lugar dela e vira sanguessuga de filhos. Ainda bem que você não os teve, você os poupou.

Se você não sente o amor profundo da sua mãe, nunca terá sucesso.

“Todo o sucesso da vida é só devido à mãe, Marcel?”

Atenção, só?

Só por causa daquela mulher que escolheu o seu pai para você?

Só por causa daquela mulher que a carregou no ventre por 9 meses?

Só por causa daquela mulher que nutriu você em seu ventre, que respirou por você, que fez circular nas suas veias o seu sangue?

Só por causa daquela mulher que arriscou morrer para dar vida a você? Sendo que toda gravidez é uma gravidez de risco.

 Só por causa daquela mulher que trocou 10.000 fraldas, que fez milhares de mamadeiras, que deu milhares de banhos, que ensinou você a caminhar e falar, que vestiu e cobriu você nas noites frias, que deu remédio quando nem você sabia estar doente, puxou as orelhas e exigiu de você a ponto de hoje poder ser uma empresária, porque se ela tivesse sido uma idiota, ela e o seu pai, você não conseguiria ser empresária…

Só por causa dessa mulher?

Toda vez que você dialoga com a sua mãe, não sente o amor dela.

De agora em diante, quando ela quiser dar palpites, você senta e diz: “Muito bem! Minha mãe, estou lhe ouvindo”.

E ela continuará e você diz: “Algo mais minha mãe? Se tiver mais, eu vou ouvir, mas saiba que estou com saudades da senhora, queria um colo. Prometo pensar, com carinho, a respeito do que me disse”.

E pensa em tudo que ela disser, pois ela não está sempre 100% certa, mas também não está sempre errada.

E pode completar dizendo:

“Mãe, deixa eu lhe contar uma coisa, estou com saudades. Sabe, há alguns dias, fiz uma mentoria com um moço que me deu umas “duras” e ele me fez ver que a senhora casou cedo, deve ter sido meio atrapalhado, pois a senhora só tinha 15 anos, mas enfim, a senhora ficou uma vida com o meu pai e eu não estou conseguindo viver isso com ninguém mãe. Ensina-me?”

Isso é exemplo de um diálogo? Não, isso é mãe e filha convivendo. Isso é uma filha desfrutando dos puxões de orelha da mãe e da sua experiência de vida.

E as coisas erradas que a sua mãe faz querida?

Ela vai seguir fazendo porque você dá as costas e ela faz o que quer da vida dela.

Perceba, a sua mãe casou, ficou a vida toda com o marido dela e teve filhos. Conte-me, ela trabalhou ou foi dona de casa?

Happy mother's day

Mentorada:

Os dois.

Marcel:

Sua mãe trabalhou e foi dona de casa. A vida dela está feita.

Entretanto, quem é que está precisando arrumar um companheiro? E quem gostaria de ser mãe?

Mentorada:

Eu.

Marcel:

Sim, querida. Ela não precisa mais, já viveu tudo, logo, quem precisa de quem?

Mentorada:

Eu preciso da minha mãe.

Marcel:

Vamos escrever uma carta para a sua mãe?

Mentorada:

Vamos.

Marcel:

Ótimo. Então, traga toda a sua atenção para o seu corpo, para o seu peito e garganta e sinta a mensagem da carta que você gostaria de escrever para a sua mãe, mas não consegue.

Querida mãe, é uma luta a nossa convivência. 

Eu não tinha dimensão, minha mãe, de como estava pesado querer dialogar com a senhora.

Eu não tinha dimensão, minha mãe, o quanto isso me afastava da senhora, mas a vida tem sido muito severa comigo e eu estou cansada.

Sou uma batalhadora, mãe, sou uma semeadora na vida, mas a minha colheita está bem aquém do que eu gostaria e agora eu vejo que uma árvore desconectada das suas raízes, não pode frutificar.

Eu tenho estado tão longe da senhora, minha mãe. O pouco tempo que eu fico com a senhora é tentando modificá-la e resistindo aos seus cuidados. Eu nem notava que a senhora estava cuidando de mim. Não via que isso é amor.

E a senhora sempre disponível, do seu jeito, apenas querendo me dar amor.

Sinto muito, minha mãe.

Eu sinto muito, por sair do meu lugar. Eu sinto muito!

Está pesado, mãe. Eu quero muito ter um bom homem. Quero muito que a minha empresa prospere ainda mais. Eu quero muito emagrecer e eu quero muito ter um bebê. 

Agora eu vejo que uma árvore não pode ser saudável, desconectada das suas raízes. 

Ah! Minha mãe, eu não me lembro qual foi a última vez que eu lhe pedi um conselho ou a última vez que lhe pedi um abraço ou que chorei no seu ombro. 

Por favor, querida mãe, me tome de volta.

Por favor, querida mãe, quero ser menina de novo, eu não consigo me encontrar”.

Repete comigo: “Sinto muito, minha mãe. Por favor, me tome de volta apenas como sua menininha. Graças a Deus, ainda há tempo”.

Agora, respire fundo.

Bem-vinda ao seu lugar de filha.

Mentorada:

Libertador isso.

Marcel:

Desista dessa ideia, querida, pois às ordens do amor, segundo Bert Hellinger e as leis da vida, segundo Marcel Scalcko, são poderosas e você não dá conta delas.

Elas são muito mais poderosas do que a sua discordância. Renda-se e permita-se viver tudo.

Leia também o artigo: MENTORIA PAIS E FILHOS: COMO LIDAR COM AS DISCUSSÕES DOS PAIS?

Grande abraço, fique com Deus!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

  1. Denise Pessoa Matos disse:

    Maravilhoso, Marcel!
    Eu senti uma verdade inteira nessas palavras, com a alma liberta de orgulho e vaidade!!!
    Sem arrogância, e com a pureza de uma criança.
    Que a sua Luz continue salvando a muitos de nós de nós mesmos e nos conduzindo à plenitude da vida!!! Deus te abençoe sempre e mantenha seu coração aquecido!!!🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙌🙌🙌🙌🙌🙌🙌🙌🙌

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