Mentoria Pais e Filhos: como resolver os atritos com a mãe?

Este artigo é para você que tem dificuldades, pensamentos diferentes e atritos com a sua mãe.

Foi desenvolvido a partir de uma mentoria com uma aluna nossa.

Para facilitar a compreensão, você verá em formato de diálogo.

Boa leitura!

Mentorada:

Meu nome é Ana.

Sou casada, mas ainda não tenho filhos, estão em planejamento.

Marcel:

Como posso ajudá-la, a partir das 9 leis da vida?

Mentorada:

Como agir quando o relacionamento com a mãe é difícil? Ou melhor, quando os pensamentos não “batem” e geram atritos.

Mother comforting upset adult daughter

Marcel:

Quem disse a você que os pensamentos de uma mãe têm que “bater” com os pensamentos de uma filha?

Mentorada:

Em lugar nenhum, mas a questão do atrito que é o problema. É a aceitação de ambos os lados.

Marcel:

Na verdade, não. É de um lado só, o seu.

Portanto, não é aceitação de ambos os lados.

Existe uma lei chamada hierarquia, descrita por Bert Hellinger.

Está lei diz: grande é grande e pequeno é pequeno.

E sabe, não é pouca a sua discordância com a sua mãe. É muita, muita!

Não sei como que você está atualmente saudável.

Uma das consequências desse fato você conhece: você ainda não tem filhos.

E sabe por quê? Porque você colocou a sua mãe no lugar dos seus filhos.

Mentorada:

Nossa! Você está lendo minha mente, Marcel?

Marcel:

É o que as pessoas dizem por aí, que eu leio mentes, mas a verdade é que eu leio corações.

E quer saber como que eu sei?

Pelo fato de você não ter filhos.

Claro que eu não sabia sobre a gravidade do seu relacionamento com a sua mãe, mas é muito comum para as pessoas que colocam os pais no lugar dos filhos, o fato de não conseguirem ter filhos.

Mentem para si que não querem, não tem dinheiro, não tem um homem, etc. 

E isso ocorre porque você está de costas para a sua vida e está de frente para a vida da sua mãe.

Sua mãe querer mudar você; é direito dela, pois é papel dela dizer o que ela pensa que o filho está fazendo de errado.

É papel de um pai e de uma mãe orientar seus filhos.

adult daughter talking with senior mother in kitchen

Do contrário, quem vai dizer isso? A amiga? A vizinha?

Certamente, que não.

Isso é papel dos pais.

Claro que, às vezes, os nossos pais dizem algo que é certo para eles e não é para nós, mas é papel deles dizerem.

Você prefere e quer que ela não diga? É muito mais fácil, simplesmente, ouvir e dizer: “Muito obrigado, minha mãe, mas agora, eu decido!”

Pronto! Não tem discussão.

Não há discussão de um filho adulto com uma mãe adulta.

Mesmo uma mãe que xinga, até ofende, não importa.

Ela está fazendo isso porque quer o melhor para o seu filho.

E um filho adulto, centrado, ouve e diz: “Obrigado, minha mãe, vou pensar com carinho no que a senhora me disse. Agora, pode me dar um beijo?

Acabou.

mother and her adult daughter

Contudo, esse é um lado da história.

O outro lado é o pior, pois você quer educar a sua mãe.

Mentorada:

Nossa! Só tem verdades na sua fala. Faz pensar.

Marcel:

Então, você deseja educar a sua mãe, querida. 

Gostaria de saber se tem alguma situação especial na vida da sua mãe que despertou essa vontade.

Alguma doença ou separação? O que fez você se voltar para ela?

Mentorada:

A minha vida inteira eu sempre pensei em retribuir aos meus pais o que eles não tiveram oportunidade de ter.

Marcel:

Bem, querida, a verdade é que você tem pena deles.

Mentorada:

Olha Marcel, é a forma que eu consigo agradecer toda a educação.

Marcel:

Não é assim que se agradece, querida. Você tem pena deles.

E você sabe que quem tem pena se sente maior né?

Mentorada:

Não superior. Não, assim.

Marcel:

Sim, é essa a grande máscara.

Você já viu alguém que se sente menor, sentindo pena do outro? Não.

Pense! Permita-se e complete a minha frase: “Coitadinho deles, eles…” Descreva.

Mentorada:

Não sei se seria pena, Marcel.

Marcel:

Você quer fazer jogo de palavras.

Mentorada:

Eles não tiveram muitas oportunidades e me proporcionaram muitas coisas, me deram educação.

Marcel:

E o que tem isso? Você tem pena deles porque você vai à casa deles, mais humilde que a sua e quer dar para eles o que você tem. 

Adult daughter and mom argue while talking.

Ainda bem que eu avisei! Mentoria é verdade.

Mentorada:

Isso é pejorativo, Marcel?

Marcel:

Não! Nem pejorativo, nem major ativo. É fato. Você está maior que eles.

E mais, você sabe que não ganha tanto dinheiro quanto gostaria, pois é uma profissional competente. Já percebeu que a sua saúde, às vezes, inspira cuidados que eu já sei também, estou vendo daqui. E você não tem um bebê.

É simples. Saiba que você tem sorte de ter marido, pois certamente ele reclama que você se preocupa demais com os seus pais.

Mentorada:

Ele me ajuda até, me apoia, mas o excesso ele fala, sim.

Marcel:

Sim! Não adianta, eu já sei de tudo.

E é claro que ele apoia você porque ele é um bom homem, mas chega uma hora que diz: “Ei! Estou aqui.” Ele vai com você que é para ver se você solta logo e volta.

Agora, sinta e entenda tudo isso.

Perceba, não é que você seja uma pessoa má. Não é isso. Isso é apenas humano.

Quantas pessoas com os mesmos sintomas, você acha que eu já cuidei? Várias. 

Você é comum, não é especial.

Mentorada:

Sim, mas dói. Nós gostamos das pessoas e queremos que fique tudo bem.

Marcel:

Agora me ouça, querida. Eu vou ajudar. Eu não pedi antes, mas tenta me ouvir mais para que, assim, eu cavouque o seu coração. 

A minha fala dói e a dor cura.

Você está tendo uma dor terrível na sua vida, a qual descrevi os sintomas, mas não está vendo.

Vou ajudá-la a ver. Porém, agora você verá com dor, sendo que antes estava só com dor inconsciente e agora vou dar consciência.

Sabe aquelas cascatas de consultório dentário ou médico, que possui uma mais alta e outra mais baixa?

A água cai da maior para a menor, de cima para baixo.

A maior seriam os pais, a menor, os filhos.

Mother and Daughter

Através deste exemplo, representamos o fluxo do amor.

Os pais são grandes e os filhos são pequenos. Eles nos dão, não esperando nada em troca e fazem tudo isso para que tenhamos uma vida mais leve. 

Ouça o que eu vou dizer e não fale nada.

Sim, eles se sacrificaram, mas era a vida deles. E se sacrificaram para você ter uma vida leve.

E sabe o que você está fazendo? Você está invertendo a ordem, tentando pagá-los, retribuí-los.

Contudo, se eles estão minimamente saudáveis, eles dizem: “Não precisa, minha filha”.

Lembrando que eles fizeram tudo aquilo para você ter uma vida leve.

Sendo assim, se você quer pagar o seu pai e a sua mãe, comece a encher de beijos o seu marido e tenham um filho, se puderem é claro.

Outra forma de pagá-los é enchendo os seus bolsos de dinheiro e ir viajar para o exterior, mas atenção, não queira levá-los porque eles não querem.

E tem muitas outras formas de pagar os seus pais como: arrumar mais clientes de contabilidade ou arrumar um emprego ainda melhor, pois é isso que os alegra.

Vou dizer mais uma coisa: você é uma moça doce.

O natural é nossos pais estarem nas nossas costas.

Agora quando você se vira olhando para eles, fica de costas para a sua vida.

Logo, sabe quem é que espera você?

Responda-me, quem é que está esperando a sua chance?

Mentorada:

Meus filhos.

Marcel:

Sim, os seus filhos. Já existem os seus filhos aí, no seu coração. E você está negando a eles a vida por estar presa nos seus pais e por ter pena deles, já que se sacrificaram por você.

Sendo assim, sabe quando que seus pais vão se alegrar?

Quando virem você mais saudável do que está, quando você estiver ganhando mais dinheiro, transando sete vezes por semana com o seu marido e quando tiver bastante barulho na casa deles com a chegada dos netos.

Reflita, você acha que eles vão olhar para uma batedeira que você os presenteou ou para um ar-condicionado?

E não é o dar as coisas. É o se preocupar, é o não se voltar para sua própria vida, é cuidar deles como se eles fossem crianças.

Pense: quando você nasceu, eles já eram adultos, eles sabem se cuidar. 

Ou você acredita que depois que nasceu eles ficaram burros ou precisam dos seus cuidados, dos seus conselhos?

É simples! Siga o fluxo da vida.

Vá até os seus pais para pedir ajuda, para ouvir os seus conselhos ou, até mesmo, os esporros da sua mãe. Perceba que muito do que eu estou dizendo, a sua mãe já havia dito. Não é mesmo?

mom stroking her adult daughter's hair while lying on the bed

Mentorada:

Sim.

Marcel:

Pois é! A diferença é que eu tenho o poder de apertar um botão (desligar o bate-papo) e a desligar.

Já a sua mãe não consegue porque com ela você virá doutora.

 E assim você ouvirá o que foi dito e fará o que quiser com isso. Mas não diga nada e não tente mais ensinar a sua mãe, salvo aquilo que ela não sabe mesmo.

A minha mãe queria aprender a fazer live, nisso eu ajudei e a ensinei.

Agora, quando eu queria ensinar o que ela fazia com as minhas irmãs, eu me detonava.

Não ensino mais nada. Às vezes vou visitá-los e estão sem máscara, menciono uma vez e se eles colocam, tudo bem, se não colocam, eu fico longe de máscara e banhado em álcool gel, mas eu não governo os meus pais, não mando neles. 

E como resultado fico mais bonito, ganho mais dinheiro e estou musculoso.

Contudo, saiba que eu não era assim. Estava gordo, não ganhava dinheiro e era um estressado de carteirinha porque cuidava do meu pai e da minha mãe.

Agora, diga-me, se for menino como vai ser o nome?

Mentorada:

Pedro.

Marcel:

E se for menina?

Mentorada:

Yasmin. Pois é, já tenho os nomes.

Marcel:

Sim, querida. Isso alegrará os seus pais e vai encher o seu coração.

Portanto, deixe a sua mãe “te ralhar”…

Diga: “Sim senhora, minha mãe”.

Se ela disser: “Vai trocar as fraldas dessa criança”.

Diga: “Tá bem, mãe”. E vai lá e troca.

Tá bom? 

Mentorada:

Tá bom. Obrigada, obrigada mesmo. Eu não sei como explicar…

Marcel:

Dá um clique interno né? Parece que vira uma chave.

E para você, leitor, como essa mentoria ajudou?

Forte e carinhoso abraço!

Leia também: CONSTELAÇÕES E A MEDICINA: CASOS NO PROCESSO DE CURA

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

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