Como ser a melhor versão de si mesmo? (Parte 1)

Baseado em trinta anos de estudos, vinte e quatro anos de práticas e nos valiosos ensinamentos de meus admiráveis professores, falo com propriedade sobre como ser fãs de nós mesmos impacta nossa vida, em como podemos ser ainda melhores.

Para falar sobre o tema, compartilho com vocês a minha história.

Eu era um menino muito doce e isso foi bom para mim, mas nem tudo foram flores.

Este menino doce, carinhoso, afetuoso e dedicado não era fã de si mesmo.

E, ao lembrar disso, me emociono, pois nunca me faltou nada, era verdadeiramente uma vida muito boa. Mas as dores da nossa criança não dizem respeito aos nossos pais e suas condições financeiras e também não dizem respeito aos nossos pais serem bons pais.

As dores de uma criança são apenas as dores de uma criança. Seres que não têm recursos, que não têm informação e que não tem maturidade emocional.

Logo, vão ficando fragilizadas, com a autoestima baixa, cheias de “dodóis”, cheias de feridas em sua alma.

E comigo, não foi diferente, me achava desengonçado, tinha problemas de dicção, os quais, alguns, tenho até hoje; tinha amigos que riam de mim, “tiravam sarro”, imitavam meu problema da fala, sem falar que tinha alguns medos, medo de decepcionar, medo de não agradar… E acabava por não me sentir amado… não era fã de mim.

Em dado momento, elaborei em minha mente um plano de vida. Pensei que estudando muito e trabalhando ainda mais, solucionaria todos os meus sentimentos inferiores, todas as minhas angústias. E sentindo todas essas dores, segui, usando os recursos que tinha, decidido a deixar de ser aquele menininho.

Aos dez anos de idade comecei trabalhar, e com este movimento,  surge em meu viver os elogios e todas as suas sensações.

Quando iniciei o segundo grau, atual ensino médio, busquei melhorar, ainda mais, minhas notas, e como recompensa, mais elogios. Tornei-me alguém dedicado.

Nesta mesma época, por ter tomado uma decisão, aquela de não ser mais aquele menino, resolvi diminuir os encontros com meus amigos, pois para atingir meus objetivos, não poderia continuar dá mesma forma, teria que ser uma outra dinâmica.

E assim, conclui um curso de técnico agrícola, cursei duas faculdades, direito e administração de empresas, conclui uma pós-graduação em marketing, tornei-me gerente de banco, “ eu me bancava”, me sustentava e tudo isso com 23 anos de idade. Muito bem Marcel! O menino humilhado, chacoteado e machucado, tinha vencido.

Contudo, em mim, em meu coração, tinha  uma estranha sensação, faltava algo, sentia um vazio.

Tinha “matado a pau” no mundo externo, tinha realizado muito, bem mais do que a extrema maioria das pessoas, ganhava dinheiro, era elogiado, reconhecido e valorizado, e mesmo assim eu não estava bem, pois sem saber, ainda não era fã  de mim mesmo.

E veja bem, cuidado, muito cuidado, porque naquele momento eu achava que era meu fã, acreditava que era o “ó do borogodó”, a “última bolachinha do pacote”, me sentia um sucesso,  mas era apenas a minha mente.

E não é na mente Marcel!? Não.

Tem que ser no coração, na alma, nas entranhas, nas vísceras. Mas, um dia eu desconfiei, estava vendo televisão, uma entrevista com a Ivete Sangalo, eis que, perguntam à ela: – “Ivete Sangalo de quem você é fã?” E ela respondeu… Sou fã da minha mãe e do meu pai.

Pasmem senhores! O menininho que sempre admirou seu pai e sua mãe, que sempre amou o seu pai e a sua mãe, percebeu que não era fã de seus pais. E acreditem, não basta amar ou admirar, e não basta porque ser fã é uma coisa, admirar é outra, e amar, é outra ainda mais.

Logo, posso adiantar algo fundamental, é impossível ser fã de si mesmo, sem ser fã incondicional dos seus pais. É impossível!  E você sabe disso. E os ditados populares já confirmavam: “Filho de peixe, peixinho é”. Lembra!? Ou seja, Se filho de peixe, peixinho é, filho de desgraçado, desgraçadinho é,  filho de medroso, medrosinho é,  filho de cascavel, cascavelzinha  é. 

E neste momento, sua mente deve estar falando…” – Mas eu sou completamente diferente do meu pai e da minha mãe”… Pois bem, sinto informá-lo, você pode até achar, acreditar ser diferente, mas não é.  E o fato de você concordar ou discordar não importa, pois este tema não está para discordância.

E você, por acaso sabe tudo Marcel? Não, eu não sei tudo, mas estudo há 30 anos, com os melhores professores do mundo, além de já ter treinado mais de 110.000 pessoas, e isso tem poder.

Neste caminhar, aprendi que nossa opinião não é nada, diante da realidade, ou seja, nossa opinião é um grão de areia no universo, ainda mais perante a força das nove Leis da Vida.

E assim, humildemente, compartilho com você minha história, na qual, só me tornei fã de mim mesmo e comecei a desfrutar um vidão de verdade, depois que não achei que esse ditado popular fosse uma brincadeirinha.

Inegavelmente, somos os nossos pais. Em cada célula do nosso corpo, somos metade pai, metade mãe. Não se iluda meu querido! Não somos filhos do vento com a dona coisa nenhuma, sangue não é água,  nós somos os nossos pais.

Não pare por aqui, continue lendo: COMO SER A MELHOR VERSÃO DE SI MESMO? (PARTE 2)

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

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