Aprenda a lidar com pais apáticos

Existe uma lei da vida descrita por mim, Marcel Scalcko, chamada vida é concordância (LV6).

Essa lei da vida nos diz que nós devemos dizer um sim absoluto para tudo, tudo, tudo na vida e que nós devemos nos alegrar com os nossos pais do jeito que eles são. Ela quer nos ensinar que não mudamos as pessoas, mas que amamos as pessoas.

“Ah, Marcel, mas é difícil ver meu pai com apatia”.

Sim, eu já estive nessa situação. Porém, é preciso que internamente estejamos em paz.

Nós queremos o bem para as pessoas que amamos: os nossos pais, os filhos, os amigos, os colaboradores, o chefe. Contudo, nós não temos muito poder sobre a vida das pessoas, nós temos, na verdade, muito, mas muito pouco poder sobre a vida das outras pessoas.

Um pai apático pode reagir assim por estar cansado, triste ou, simplesmente, por estar sendo quem realmente é, por tudo que viveu para sustentar a casa. 

Questione-se:

De quem é a vida do teu pai?

De quem são as escolhas do teu pai ou dos teus pais?

De quem são as decisões dos teus pais e de quem são as preferências dos teus pais?

Elderly man on Icelandic cruise

Sim, deles!

-“Marcel, mas eles estão velhinhos”.

Entendo, mas eles não perderam a dignidade deles.

“Ah, mas eu fico triste, Marcel”.

 Certo, mas responda-me: tentando mudar o teu pai, passou a tua tristeza? Passou?

E você percebe que enquanto tenta mudar o teu pai ou a tua mãe, aqueles instantes, minutos, às vezes horas que você tentou mudá-los, deixou de cuidar de ti? Percebe que deixou de cuidar do teu filho, da tua carreira, da tua saúde ou do teu marido, ou esposa?

“A vida é só dele, mas vê-lo sem se importar me deixa triste”.

 Não é para ver sem se importar, é para ver se importando e ficar triste, porque podemos perceber neste tema um dos motivos pelo qual a maioria das pessoas se desesperam, alguns entram em pânico, outros desnorteiam-se, perdem o equilíbrio ao ver seus pais na dor, sendo que, você não suporta a própria dor.

 Entendo que você deseja tirar o seu pai deste lugar de dor, eu vejo teu bom coração e sinto a tua amorosidade, mas é mais que isso. A verdade é que você não quer apenas tirá-lo deste estado, mas que quer livrar-se da dor de vê-lo apático, ou seja, sejamos francos, nós nos importamos com os nossos pais sim, mas nós nos importamos muito mais conosco.

Então, precisamos discernir que uma coisa é eu me importar com o meu pai e a minha mãe, outra coisa é eu exigir e ficar em função da vida deles.

 

Logo, ou você fica com a dor de tentar tirar o teu pai desse lugar, mas saiba que ele não sairá, e assim você fica paralisado na vida, pois não está cuidando da tua vida como poderia, está envolvido com a vida deles ou você fica na dor de deixá-los viver a vida deles.

Qual é a diferença?

Que quando quer tirá-los dessa dor, você não consegue e mais, fica junto na dor. E quando os deixa lá, pois lembre-se, você não consegue tirá-los da dor, você consegue seguir. E é este seguir, é este ser feliz, é este prosperar, o tomar tudo na vida, que te pesa, porque, como se não bastasse ter que sentir a dor de ver os teus pais apáticos, te pesa na consciência seguir e ter uma vida mais leve.

Como posso eu ter uma vida boa?

Undecisive man doubting on making the proposal

Como posso eu me alegrar, fazer festa e celebrar?

Como posso eu ganhar muito dinheiro, viajar e beijar muito na boca?

Como viver e ter tudo isso vendo os meus pais apáticos?

Não, eu não posso, se o meu pai e minha mãe estão apáticos eu não posso.

E desta forma, sabe o que acontece? Você não os tira da dor e fica lá, na dor com eles. E se um dia tiver filhos ou se já os tem, em certo momento eles irão se juntar a ti nesta dor.

E ficam todos na sensação do, “sou uma boa pessoa porque eu me preocupo com o meu pai”.

“Nossa, Marcel, você não está sendo frio!”

Não, eu não estou sendo frio, estou apenas dando informações para você, porque eu já vi pessoas muito caras para mim apáticas, caminhando para a morte e eu não fiquei frio, não fiquei indiferente, me doeu, eu senti tristeza, fiquei arrebentado por algumas horas e depois eu ia cuidar da minha vida, porque se eu fosse para a dor e para a apatia dos meus entes queridos, meus filhos viriam comigo depois.

Sabe se dou uma resposta seca, as pessoas ficam chocadas comigo. Contudo, pais idosos com apatia, como lidar? Vai cuidar da tua vida.

Observe comigo. Responde para mim:

Você já é multimilionário? 

Você já tem o casamento do teus sonhos? Aquele que você beija muito na boca, que brincam, curtem, se divertem juntos e transam muito?

Você já tem a carreira dos teus sonhos?

Os teus filhos já estão encaminhados?

“Por que está perguntando isso, Marcel?”

Porque se você não tem tudo isso, o que está fazendo cuidando da vida do pai da mãe?

E se preferir, em vez de multimilionário, você já ganha bastante dinheiro? A quantidade que gostaria de ganhar?

Responde-me. 

 E antes que você comece a se queixar, questionar ou justificar esse fato dizendo: “mas meu pai bebe”, “mas a minha mãe me abandonou”, “mas o meu pai nunca disse que me ama”, etc. Vou me antecipar afirmando que não tem exceção.

 

Perceba, você está a vida inteira neste lugar e teus pais vão seguir a vidinha deles. Você não vai tirá-los da dor. Essa apatia já estava neles há anos, tanto que você não saiu até agora daí. 

O que estou querendo dizer é que dói sair e dói ficar, porém, agora você tem essa opção. Qual dor você escolhe? A dor de ficar parada na vida ou a dor de seguir na vida?

E complementando, direi mais uma frase: “No caso de pais que não podem ficar sozinhos, tomamos providências”, ou seja, não complique, pegue a essência.

A essência não é abandonar os pais à própria sorte. A essência é se colocar em primeiro lugar. Por favor, não se apegue a regrinhas.

O princípio é, eu não posso mudar o destino do meu pai e da minha mãe, mas eu posso mudar o meu destino e influenciar o destino dos meus filhos.

Você nunca me ouviu falar que temos que abandonar os nossos pais a própria sorte. Você nunca me ouviu falar que não podemos oferecer uma ajuda eventual, aqui ou acolá, não é isso. Eu não posso fazer a vida dos meus pais o centro da minha vida. 

Não posso querer dar rumo a vida dos meus pais, pois a vida dos meus pais de quem é? 

Até porque diante da doença dos nossos pais nós devemos ser a prioridade, para que no caso deles não terem condições de cuidarem de si, eu tenha saúde para cuidar deles.

Leia também o artigo: QUERENDO MELHORAR A CONVIVÊNCIA COM OS PAIS? DESCUBRA COMO!

Ajudei você?



Forte e carinhoso abraço!

Sobre o autor:

Marcel Scalcko ajuda as pessoas a viverem mais leve e realizar muito. É mentor há 24 anos. Já treinou mais de 110.000 pessoas. Descreveu as 9 Leis da Vida. Há mais de 30 anos estuda com os melhores mentores e treinadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

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